Ary Barroso
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Recordações

Ary Barroso


O meu quarto que fora tão risonho
Cheio de vida, de aroma estonteante!
Vive agora, coitado, tão tristonho
Dês de que foi ficar a tão distante

Aquele desalinho em que deixasse
O nosso leito de lençóis bordados
Eu conservo tal qual abandonasse
Sem deixar que lhes vejam profano

Mas, se a Lua, nossa boa, eterna amiga
Nossa velha e meiga confidente!
O seu manto, se estende nele abriga
Está dor que em tudo aqui se prende

Resulto de prazer, corro à janela
Abro a cortina, a sua luz prateada
Porque através do mantos raios dela
Novamente, eu te vejo lá deitada
Compositor: Ary Evangelista Barroso (Ary Barroso) (ABRAMUS)Editor: Editora Aquarela do Brasil Ltda (ABRAMUS)ECAD verificado obra #3903444 em 09/Abr/2024 com dados da UBEM

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